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16 de Dezembro de 2013 - 10:31

Por - Agencia Estado

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Um protesto de taxistas percorre na manhã desta segunda-feira, 16, vias das regiões central e sul da capital paulista. Os dois sindicatos da categoria na cidade, no entanto, não endossam o ato e afirmam que a adesão ao movimento é pequena.

Por volta das 9h50, a carreata ocupava duas faixas da Avenida Rubem Berta, sentido Aeroporto de Congonhas, na zona sul, provocando lentidão. Antes, os manifestantes percorreram as Avenidas Doutor Arnaldo e Paulista e as Ruas Cubatão e Tomas Carvalhal, além da Avenida 23 de Maio.

A concentração, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), foi perto da Rua Major Natanael, no Pacaembu, região central. Cerca de 50 taxistas participavam da ação, de acordo com a CET.

Nem o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxis no Estado de São Paulo (Simtetaxis) nem o Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo (Sinditaxi-SP) apoiaram a carreata.

Fontes nessas duas entidades informaram que, embora os taxistas paulistanos tenham reivindicações do poder público (como a expedição de mais alvarás, a permissão para o uso das faixas exclusivas de ônibus e a tentativa de fazer com que a Prefeitura não os proíba de circular nos corredores exclusivos), não recomendam nenhuma manifestação, já que ainda estão em diálogo com a Secretaria Municipal dos Transportes e com representantes da Câmara Municipal.

Na terça-feira, 17, o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, deve se encontrar com o promotor de Habitação e Urbanismo Mauricio Ribeiro Lopes para discutir o futuro dos táxis nos corredores de ônibus. Um estudo encomendado pela Promotoria à Prefeitura e divulgado na semana passada revela que esses veículos atrapalham o deslocamento dos coletivos nos corredores, que ficam à esquerda da pista.

Já nas faixas exclusivas, situadas à direita, os taxistas nunca puderam utilizar, desde que foram lançadas pela Prefeitura. Nesta segunda-feira, 16, a cidade atinge a marca de 320 km de faixas só para os ônibus, ultrapassando a meta da gestão Fernando Haddad (PT).

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