Publicidade

07 de Dezembro de 2013 - 10:00

Por Diego Zanchetta - Agencia Estado

Compartilhar
 

O vereador José Américo (PT) conseguiu ontem apoio do PSDB e do PSD para ser reeleito presidente da Câmara Municipal de São Paulo. A eleição é no dia 15. O anúncio feito pelos tucanos e pelo partido comandado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab minou a articulação feita por oposicionistas, incluindo Eduardo Tuma (PSDB), líder da bancada evangélica, a favor da candidatura de Milton Leite (DEM).

Até a noite de quinta-feira, Leite ainda tentava obter a adesão de aliados do governo insatisfeitos com a perda de cargos nas subprefeituras. Em novembro, 14 vereadores da base de sustentação do prefeito Fernando Haddad (PT) tiveram aliados exonerados após votarem contra o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O próprio Kassab apoiava a candidatura de Leite. Vereador mais votado de São Paulo e no sétimo mandato, Trípoli era um dos articuladores. Para desmontar a candidatura de oposição, Américo exigiu dos líderes de bancada, a partir de terça-feira, a assinatura em uma lista na qual assumiam o compromisso de votar respeitando a proporcionalidade das bancadas.

Dessa forma, o PSDB, com a segunda maior bancada, assegurava a primeira-secretaria da Mesa Diretora, segundo cargo mais importante após a presidência. Ao PSD, terceira maior bancada, foi prometida a manutenção da vice-presidência, hoje ocupada por Marco Aurélio Cunha (PSD).

Diante dos riscos de embarcar em uma candidatura de sucesso improvável e garantir cargos importantes na Mesa Diretora em ano eleitoral, PSDB e PSD ficaram com a segunda opção. O "fair play" adotado pelas duas siglas, rivais históricas, também tenta impedir o renascimento de um "centrão" fisiológico que comandou a Casa entre 2005 e 2010.

"O Parlamento precisa ser governado por uma coalizão entre os dois grandes partidos. Como ocorreu neste ano", afirmou Américo ao Estado ontem pela manhã, ao lado do líder do PSDB, Floriano Pesaro. Américo tem uma lista com 44 assinaturas de apoio - ele precisa de 28 votos dos 55 parlamentares para ser reeleito. "Lutamos para compor as duas maiores forças políticas do País. Isso permite manter uma estabilidade necessária na Casa para um ano em que vamos analisar o Plano Diretor", emendou Pesaro. "Respeitar a proporcionalidade é respeitar as urnas", disse.

Na noite de quinta-feira, ciente da debandada de apoios à candidatura, Leite declarou que não disputaria mais a eleição. "Não sou candidato." As informações são do jornal

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você tem percebido impacto positivo das operações policiais nas ruas da cidade?