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04 de Dezembro de 2013 - 23:19

Por Ricardo Chapola - Agencia Estado

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O PT homenageou nesta quarta-feira, 04, parentes dos petistas presos no processo do mensalão. O setorial jurídico do partido organizou um seminário realizado na Faculdade de Direito de São Paulo para manifestar solidariedade aos filhos do ex-presidente do PT José Genoino e à mulher do ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares. O ex-ministro José Dirceu foi representado por uma assessora e também foi homenageado no evento.

Todos eles foram chamados ao palco, onde receberam flores e foram aplaudidos pelas cerca de 80 pessoas presentes no seminário, entre militantes, professores da faculdade e alunos. Muito emocionada, Miruna, filha de Genoino, foi aplaudida por cerca de um minuto pelas pessoas presentes. Ela estava acompanhada do irmão.

"Devemos muito a vocês. Vocês não estão sozinhos, estamos juntos. Nós temos que nos curvar a vocês. O PT não vai se omitir", afirmou o coordenador do setorial jurídico do PT, Marco Aurélio Carvalho, que mediou o seminário.

O evento desta quarta foi o primeiro de uma série de seminários propostos pelo PT, que vão se estender ao longo do ano que vem. A ideia é instruir militantes do partido e também leigos que não sejam filiados sobre o processo do mensalão. Nesta quarta, o evento teve a palestra do jornalista Raimundo Pereira, autor do livro "A outra tese do mensalão", e de um dos advogados de Dirceu, o jurista Rodrigo Dalaqua.

Na abertura da palestra, Carvalho disse que o projeto do seminário surgiu pela perplexidade diante das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão. Ele disse que o Supremo "cometeu equívocos" e criticou o que chamou de "politização do Judiciário".

"Quando estava na faculdade, nós estudantes admirávamos o STF. Hoje a gente olha para o Supremo e ele não atua com distância. Não tem mais glamour. É a politização apequenando o Supremo", disse. Cada palestrante trazido ao evento discursou por cerca de 30 minutos. Ambos apontaram o que julgaram ser falhas do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, na análise do processo do mensalão.

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