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08 de Janeiro de 2014 - 20:10

Por Felipe Werneck - Agencia Estado

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O PT do Rio, que já adiou duas vezes a saída do governo Sérgio Cabral (PMDB), ofereceu nesta quarta-feira, 8, apoio ao governador na disputa por uma vaga no Senado. A contrapartida seria a desistência da candidatura do vice-governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e o apoio ao candidato do PT, o senador Lindbergh Farias. Em entrevista após reunião com Cabral no Palácio Guanabara, o presidente do PT no Rio, Washington Quaquá, disse que a "chapa dos sonhos" na sucessão estadual teria o ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), como vice de Lindbergh e Cabral como candidato a senador.

"A vaga de vice está aberta para negociação. Acho que o Crivella daria um belíssimo vice", declarou Quaquá. Crivella, porém, é pré-candidato ao governo. No encontro, Cabral reafirmou que a candidatura de Pezão ao governo é "irreversível", segundo o relato do dirigente petista. "Ele falou que a candidatura do Pezão é irreversível, mas ficamos de conversar e de estabelecer um pacto de boa convivência", disse Quaquá.

Segundo o petista, a chapa está "aberta para uma futura composição", que teria preferencialmente candidatos de mais dois partidos, além do PT. "Eu disse ao governador que nós não vamos ter uma postura agressiva com o governo e o PMDB. Nossa visita teve esse sentido. Não há beligerância. Nossa relação com o Cabral é muito boa, não vamos ter briga, não vamos ter guerra ", declarou.

Além da composição da chapa, continua indefinida a data para o PT sair do governo Cabral. Segundo Quaquá, está marcada para o dia 14 nova reunião com o presidente do PT, Rui Falcão, para decidir a questão "definitivamente". "Essa demanda de ficar até março foi imposta pelo PMDB nacional. Isso está virando novela. Queremos sair agora em janeiro", disse o dirigente regional.

Segundo ele, não há como desenvolver a candidatura de Lindbergh com o partido integrando um governo que tem candidato. "Não vamos ter briga com o PT nacional, muito menos com o ex-presidente Lula. Há um entendimento de que a decisão é do Rio. O que vamos fazer é dialogar."

Apesar de elogiar Cabral e afirmar que o seu governo é "o melhor desde o primeiro do (Leonel) Brizola", na década de 1980, Quaquá afirmou que a atual gestão "tem um monte de erros". "Se o governo Cabral fosse perfeito, a gente não ia lançar candidato a governador." Indagado sobre os erros aos quais se referia, o petista classificou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) como "um meio acerto". "Não tem investigação, não tem prisão de quadrilha e bandidos acabam sendo expulsos para outras cidades, como a minha (Maricá)."

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