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13 de Dezembro de 2013 - 19:01

Por Daiene Cardoso - Agencia Estado

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A nova direção do PT se reuniu na nesta sexta-feira, 13, com a assessoria de imprensa da Presidência da República para tratar do aprofundamento da troca de informações entre o partido e o Palácio do Planalto. O partido da presidente Dilma Rousseff quer ter mais acesso às informações do governo para usar os dados nos próximos programas partidários de rádio e TV, previstos para acontecer entre fevereiro e maio de 2014.

"Nós temos de ter conhecimento do que eles fazem", argumentou o novo secretário de Comunicação da legenda, José Américo Dias, presidente da Câmara Municipal de São Paulo. A reunião, segundo Dias, foi solicitada por Alberto Cantalice, terceiro vice-presidente da sigla.

O objetivo, explicou o secretário, é também acompanhar a agenda de atividades da presidente e melhorar a "sintonia" com o Executivo. "Precisamos ter informações nacionais para produzir estes programas (partidários)", acrescentou. Durante o 5º Congresso do PT, em Brasília, os petistas passaram a tarde discutindo emendas ao documento que será divulgado neste sábado, 14. De acordo com os líderes, pelo menos 10 emendas serão levadas para votação porque não houve consenso entre os dirigentes.

Entre os temas espinhosos levantados pela militância está a política de alianças para 2014. Uma das emendas pede o rompimento de coligações regionais com o PMDB, principalmente no Maranhão e no Rio de Janeiro. Alguns dirigentes já se manifestaram contra a emenda. "O PMDB é um parceiro importante do governo", disse Dias.

No documento inicial, o PT diz que é preciso recompor os laços petistas com suas bases sociais para inibir os "aventureiros" nas disputas de 2014. O texto prévio diz que Lula e Dilma produziram muitos avanços na área social, mas veem a necessidade de construir uma plataforma para uma "nova classe média", algo que vá além de programas como o Bolsa-Família. Em outro trecho, o partido diz ser "prisioneiro" de um sistema eleitoral que "favorece a corrupção" e critica o Judiciário "lento, elitista, pouco transparente e permeado por interesses privados".

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