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10 de Dezembro de 2013 - 09:08

Por - Agencia Estado

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fechou a agência estatal de notícias RIA Novosti e nomeou um jornalista de televisão, conhecido por suas declarações contra os gays e o Ocidente, para formar uma nova agência que terá como foco a promoção da Rússia no exterior.

A medida mostra a intensificação do Kremlin em apresentar uma narrativa alternativa ao que Putin chama de uma cobertura tendenciosa sobre a Rússia nos meios de comunicação ocidentais e, simultaneamente, desmantela o que nos últimos anos se tornara a mais profissional agência de notícias estatal no país.

O resultado deve ser um arsenal de informações mais orientado pelo Kremlin em sua tentativa de atingir o que Putin descreve como o "monopólio anglo-saxão no fluxo de informações".

O decreto emitido na segunda-feira por Putin transfere os ativos da RIA Novosti para uma organização chamada Rossiya Segodnya, ou Rússia Hoje. A agência, que é separada de uma rede de televisão estatal que tem nome parecido, será dirigida por Dmitry Kiselyov, um veemente âncora favorável ao Kremlin e gerente do canal estatal de televisão Rossiya-1.

"A retomada de uma atitude justa em relação à Rússia como um país importante com boas intenções, essa é a missão da nova estrutura que vou liderar", declarou Kiselyov em breve entrevista à televisão.

Sergei Ivanov, diretor da Administração Presidencial Russa, disse que a nova organização será menor do que a RIA Novosti porque o Kremlin quer cortar gastos no setor de informações, que chegam a cerca de 2,9 bilhões de rublos (US$ 88,6 milhões) por ano somente com a RIA Novosti.

"A Rússia está executando uma política independente, protegendo firmemente seus interesses nacionais. Explicar isso para o mundo não é simples, mas é possível e necessário", afirmou Ivanov ao esclarecer a missão da nova agência.

A medida foi uma surpresa para grande parte dos funcionários da RIA Novosti e representa um golpe para a editora-chefe Svetlana Mironyuk, que desde que assumiu o comando da agência, uma década atrás, transformou e expandiu a RIA Novosti, com noticiário geral, de negócios, legislação e esportes em russo e em outras línguas.

Mironyuk disse aos funcionários, durante reunião realizada na segunda-feira, que a organização deve ser fechada no prazo de três meses, decisão que, afirmou, foi tomada sem seu conhecimento prévio.

A medida marca ascensão de Kiselyov, que é mais conhecido atualmente por suas defesas das posições do Kremlin no ar. O âncora de 59 anos chocou as pessoas no início do ano ao dizer que uma parte da nova lei sobre "propaganda gay", que proíbe as pessoas de fazer apologia ao estilo de vida homossexual em frente de menores, não foi suficientemente longe. Fonte: Dow Jones Newswires.

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