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15 de Março de 2013 - 19:22

Por Ricardo Brandt - Agencia Estado

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A Receita Federal liberou a abertura do free shop no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), um dos principais gargalos para ampliação do número de voos internacionais no local, que foi concedido à iniciativa privada em fevereiro de 2012, no primeiro leilão aeroportuário do governo Dilma Rousseff.

A concessionária Aeroportos Brasil começou esta semana a buscar empresas que queiram explorar os serviços no aeroporto, que está em obras de ampliação e modernização para a Copa de 2014. Considerado estratégico para o evento - Campinas hospedará uma das seleções como centro de treinamento -, Viracopos terá sua capacidade aumentada dos atuais 8 milhões de passageiros por ano para 14 milhões de passageiros ao ano.

São duas lojas, uma menor na área de embarque (com 87 metros

A falta do free shop era o maior motivo que afastava passageiros de Campinas. Hoje, a Gol tem voos diários para Buenos Aires, na Argentina, e a TAP tem três voos para Portugal por semana. A companhia portuguesa TAP mais de uma vez avaliou a possibilidade de suspender os voos por Viracopos, por causa da falta de free shop e também por causa da ausência de uma sala VIP - outro problema que vai acabar com a inauguração de um novo terminal em 2014.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) fez uma licitação em 2011 para contratar uma empresa que operaria o free shop de Viracopos. A empresa Dufry foi a vencedora, mas a Receita considerou irregular o processo de contratação feito por pregão presencial.

Com a concessão do aeroporto, a Aeroportos Brasil recebeu esta semana um ofício da Receita Federal informando que não há impedimento para a instalação do free shop, onde é feita a venda de produtos importados com isenção de impostos. O documento informa que, definida a empresa, é preciso ser oficializado o pedido de instalação.

No processo de pregão, vencido pela Dufry, ela iria pagar para a Infraero R$ 330 mil e mais 3% sobre o faturamento bruto mensal com a venda dos produtos nacionais e 9% sobre a vendas dos produtos importados pela exploração do serviço. A suíça Dufry é uma das empresas que negociará com a Aeroportos Brasil.

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