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29 de Janeiro de 2013 - 09:40

Por Fernanda Bassette, com a colaboração de Felipe Frazão - Agencia Estado

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O pronto-socorro do Instituto Central do Hospital das Clínicas de São Paulo, na zona oeste da cidade, será reformado e o número de pessoas atendidas cairá pela metade. A prioridade será receber os pacientes graves e vítimas de trauma - que hoje representam cerca de 20% dos quase 500 casos que chegam diariamente à unidade.

Para a reforma ser viabilizada, explica Eloísa, será necessário fechar algumas áreas físicas do hospital e, por isso, o atendimento ao público em geral será reduzido.

Para informar a população, o HC imprimiu 600 mil folhetos com os endereços das principais AMAs da cidade. A ideia é que esse trabalho educativo seja realizado nos três primeiros meses. "A gente quer que o paciente que está em casa e precisa de atendimento médico procure o pronto-atendimento em seu bairro. Quem sabe identificar a gravidade de um problema é o médico e, se o caso for realmente grave, esse paciente será enviado ao HC", afirma Eloísa.

Mas se ainda assim o paciente insistir em ser atendido no HC ele será encaminhado para a equipe de triagem, que fará a classificação de risco e gravidade do seu problema de saúde. "O paciente não ficará desamparado e não vamos negar atendimento médico a ninguém. A nossa intenção é orientar as pessoas sobre a reforma. Se o problema dela for classificado como de baixo risco, a espera poderá ser longa", explica Eloísa.

A rede das AMAs foi criada em 2005 com o objetivo de tirar dos prontos-socorros a demanda espontânea de atendimentos de baixa complexidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, hoje existem 120 AMAs, sendo 17 delas de atendimento 24 horas. Juntas, elas realizam 30 mil atendimentos por dia (cerca de 250 cada uma). Em 2005 eram 13 unidades.

Os atendimentos nas outras áreas não sofrerão alterações. O Prédio dos Ambulatórios continuará funcionando e os atendimentos agendados serão mantidos. Pessoas de outras cidades que chegam ao HC após encaminhamento da rede básica de saúde também continuarão sendo atendidas normalmente.

Segundo Eloísa, o pronto-socorro do HC não faz atendimento específico para pessoas com planos de saúde. Elas são atendidas em outra porta, mas apenas para casos agendados. Esse atendimento também não será afetado. As informações são do jornal

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