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31 de Dezembro de 2012 - 11:37

Por AE - Agencia Estado

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O último trecho de pista simples da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), principal ligação entre São Paulo e o Sul do País, começará a ser duplicado em abril. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou anteontem as obras de transposição da Serra do Cafezal.

A licença de instalação, assinada pelo presidente do órgão, Volney Zanardi Junior, permite duplicar o trecho mais íngreme e perigoso da serra, entre o km 344 e o km 363. O início das obras só depende da conclusão de processos de desapropriação.

A duplicação da serra é reivindicada há mais de 20 anos por prefeitos do Vale do Ribeira, região cortada pela rodovia. É a principal obra prevista no contrato de concessão assinado com a empresa OHL em fevereiro de 2008. O trecho é o único em pista simples dos 402,6 quilômetros entre São Paulo e Curitiba - outros 11, nas extremidades da serra, estão em fase final de obras.

Essa autorização de construção esbarrava na questão ambiental. A rodovia corta um trecho exuberante de Mata Atlântica, em uma região repleta de nascentes. A duplicação seria iniciada em 2002, mas o Ibama cancelou a licença.

O projeto foi modificado para reduzir a área desmatada. O trecho terá 24 pontes e viadutos (5,66 km) e quatro túneis (1,84 km), que correspondem a 40% da extensão da obra. Ainda assim, 114 hectares serão desmatados, dos quais 34 em Área de Preservação Permanente (APP). A empresa terá de adotar medidas para reduzir e compensar os danos ambientais. A duplicação teve o custo elevado para R$ 700 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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