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04 de Agosto de 2012 - 08:54

Por AE - Agencia Estado

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O chefe de equipe do remo brasileiro, Sérgio Sztancsa, revelou que Kyssia Cataldo ficou surpresa com a informação de que foi flagrada no doping. A atleta disputaria neste sábado a final C do Single Skiff da Olimpíada, mas acabou não competindo por já estar cumprindo suspensão preventiva.

Sztancsa comentou que também ele foi surpreendido pela informação. Ele assegurou que Kyssia já passou por vários testes antidoping e nunca foi flagrada. Apostou ainda que ela não teve má-fé, mas não soube revelar qual a substância encontrada.

"Quando conversamos, ela ficou muito surpresa porque ela toma os mesmos medicamentos, os mesmos suplementos há muito tempo. Ela já fez vários antidoping e nunca apresentou nada. Ela ficou surpresa, nós também", revelou Sztancsa, acrescentando que a Confederação Brasileira de Remo sempre foi cuidadosa com a prevenção do doping.

"A direção da confederação e a direção técnica da confederação sempre informou aos atletas os produtos proibidos e o COB sempre pediu a lista com os produtos que estão consumindo", disse o chefe de equipe, reiterando sua estupefação com a notícia. "A gente ficou muito surpreso. Estou com muita pena dela, mas é um fato, aconteceu e cada um vai ter que arcar com as consequências".

Embora não soubesse informar exatamente a substância flagrada, Sztancsa explicou que estaria ligado à produção de hemácias. "Eu não sei exatamente o que é, parece que produz mais glóbulos vermelhos, dá mais condição de competir. Não sei te precisar isso (qual a substância dopante). Estou com os papeis na minha mochila, mas não entendo. Ela mesmo não sabe", destacou.

Mesmo com a suspensão provisória de Kyssia, o chefe de equipe ponderou que a atleta não deve ter se dopado propositalmente. "Ela toma um monte de coquetéis de vitaminas, chás e coisas assim. Acredito que não tenha sido de má fé". Ainda assim, assegurou que era preciso um cuidado maior. "Mas não tem brecha na olimpíada para esse tipo de coisa. Cada atleta tem que se cuidar".

A suposta boa-fé da brasileira, entretanto, não minimizou o problema para a confederação, que prometeu uma fiscalização mais rígida para as próximas competições. "Agora vamos ser mais rigorosos nisso, não permitir mais que haja automedicação, mas é algo inerente a nós, a gente não consegue controlar isso", finalizou Sztancsa.

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