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18 de Janeiro de 2014 - 11:08

Por AE-DJ-AP - Agencia Estado

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Horas antes de autoridades egípcias anunciarem o resultado oficial do referendo constitucional realizado nesta semana, o Ministério de Saúde informou hoje que o número de mortes em decorrência dos violentos confrontos de sexta-feira aumentou para quatro.

De acordo com o ministério, outras 15 pessoas ficaram feridas nos conflitos, que começaram depois que partidários do presidente deposto, Mohammed Morsi, tomaram as ruas de Cairo e outras províncias para denunciar a nova Constituição. A polícia fez uso de gás lacrimogêneo e prendeu dezenas na repressão das manifestações que foram feitas sem autorização.

Desde o golpe militar que derrubou Morsi do poder em julho, os islâmicos têm realizado protestos quase diariamente contra as autoridades interinas, que eles consideram ilegítimas. As manifestações frequentemente terminam violentas.

Uma contagem preliminar dos votos mostrou que mais de 90% dos eleitores apoiaram o documento, o que o governo interino diz ser um sinal de sua aprovação. O resultado oficial será anunciado pelo comitê eleitoral ainda hoje.

Para o chefe do exército egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, o geral que depôs Morsi após intensos protestos, vê o referendo como um indício do suporte à sua possível candidatura presidencial. Ele deve tomar a decisão depois que os resultados forem divulgados, mas seus partidários já estão convocando um comício em 25 de janeiro para enfatizar o suporte.

O jornal estatal Al-Ahram informou neste sábado que mais de 40% dos 53 milhões de eleitores registrados compareceram às urnas, com uma "maioria esmagadora" votando a favor da nova Constituição.

A Irmandade Muçulmana de Morsi e seus aliados boicotaram o referendo, que será seguido pelas eleições presidenciais e parlamentares. A nova Constituição deve substituir a que foi adotada no governo anterior, em 2012, e aprovada com participação de 33% dos eleitores.

Sisi é extremamente popular entre as milhares de pessoas que tomaram as ruas contra o regime de Morsi, mas os seguidores do presidente deposto o insultam pelo que dizem ter sido um "golpe" contra a primeira eleição livre do Egito. Fonte: Associated Press e Dow Jones.

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