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16 de Dezembro de 2013 - 21:43

Por Mariangela Rodrigues - Agencia Estado

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O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou na noite desta segunda-feira, 16, que recebeu informações de autoridades do Rio de Janeiro garantindo que o sistema prisional daquele Estado tem condições de receber o ex-deputado federal Roberto Jefferson, condenado por envolvimento com o mensalão.

Delator do esquema de corrupção que vigorou no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jefferson tenta garantir o direito de ficar em prisão domiciliar.

Documentação entregue pela defesa do ex-congressista ao STF na semana passada sustenta que por causa de problemas de saúde o ex-parlamentar precisa seguir uma dieta rigorosa que inclui salmão defumado, carnes magras, omelete de claras, arroz integral, suco verde, água de coco, leite de baixa lactose e geleia real.

Conforme os advogados, Jefferson sofre de doença metabólica em decorrência de recente tratamento para câncer no pâncreas. A defesa sustenta que os cuidados nutricionais e higiênicos indispensáveis ao ex-deputado estão indisponíveis em todo o sistema penitenciário brasileiro.

O STF não divulgou nenhum documento com as informações prestadas pelas autoridades do Rio de Janeiro. Mas, conforme a assessoria de comunicação do tribunal, "o sistema prisional do Rio informou que tem condições de receber Roberto Jefferson".

Nesta segunda-feira, o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, encaminhou um ofício a autoridades de São Paulo para saber se o sistema paulista também tem condições de acolher o ex-deputado federal José Genoino, condenado por envolvimento com o mensalão que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Em novembro, o ex-parlamentar ficou menos de uma semana preso no complexo penitenciário da Papuda, mas deixou o local após reclamar de problemas cardíacos.

Com base nas informações, Barbosa deverá decidir nos próximos dias se determina o recolhimento de Jefferson e de Genoino a estabelecimentos penitenciários. Se concluir que há risco para a saúde dos dois, o presidente do STF poderá autorizar que as penas sejam cumpridas em prisão domiciliar.

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