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05 de Dezembro de 2013 - 12:22

Por Almir Leite e Raphael Ramos - Agencia Estado

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O ex-atacante Ronaldo considerou positivo o movimento Bom Senso FC, mas considera que a atuação do grupo de jogadores que propõe mudanças no futebol brasileiro ainda está em fase inicial e não aborda temas importantes, como a situação do futebol feminino e a dos ex-atletas. Em entrevista na manhã desta quinta-feira na Costa do Sauipe, ele defendeu a ampliação do debate.

"O movimento é ótimo, está acompanhando a atitude do povo brasileiro, que está querendo mudanças em geral", disse Ronaldo, membro do conselho de administração do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 "[o movimento] Vem reclamar coisas que no futebol os jogadores eram pouco representados, mas ainda é uma discussão inicial. Vejo o Bom Senso como o princípio de um grande debate que temos de ter."

Ronaldo está no resort do litoral baiano, que recebe os eventos da Fifa nesta semana, também como um dos embaixadores do futebol brasileiro na Copa. Representa o time campeão do mundo em 2002, nos Estados Unidos. Também estiveram presentes no evento Zagallo, representando a equipe de 1958, Amarildo (1962), Carlos Alberto Silva (1970) e Bebeto (1994).

O Fenômeno entende que o Bom Senso precisa ser mais extensivo em suas pautas. "Não citou ainda nada sobre o futebol feminino, não discutiu nada sobre os jogadores do passado, muitos deles se encontram em dificuldades. Isso é só o início da discussão."

Morando em Londres há alguns meses, para estudar e também rodar pela Europa divulgando a Copa do Mundo, Ronaldo diz estar percebendo grande entusiasmo com o Mundial. "É trabalho muito especial e gratificante na Europa (o de divulgar a Copa). Já estive na Itália, França, Espanha. Em janeiro irei à Alemanha. Acho que não serei tratado com tanto carinho lá", sorriu. "Mas tenho visto o povo louco para vir ao Brasil assistir a Copa, conhecer nossas cidades e ver de perto a paixão que o povo tem para o futebol. Isso me deixa muito feliz."

Para ele, as distâncias e as diferenças climáticas do Brasil não vão interferir no resultado final do Mundial. "Acho que isso já aconteceu em outras edições e não mudou o destino de nenhuma Copa. Todos nós já jogamos no calor, a gente treina para enfrentar todo tipo de clima. Quando o jogador vai para a Copa está preparado para tudo isso. Em outras Copas também teve viagens grandes, de 3 horas", lembrou. "Não tem nenhuma novidade. A Copa vai privilegiar o povo de norte a sul do País."

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