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13 de Dezembro de 2013 - 01:29

Por Erich Decat - Agencia Estado

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Na abertura do 5º Congresso Nacional do PT, que será realizado nesta quinta-feira, 12, em Brasília, o presidente nacional da legenda, Rui Falcão, vai destinar parte do seu discurso para criticar o julgamento do mensalão, atacar os futuros adversários nas próximas eleições, a grande imprensa, que classifica de conservadora, e dizer que o partido é favorito para as eleições de 2014.

O evento também será marcado pela posse de Falcão, que foi reeleito em novembro para um mandato de mais quatro anos no comando da legenda.

"Ninguém pode se arvorar no direito de nos dar lição de ética! Ninguém pode se arvorar no direito de nos ensinar qual o verdadeiro sentido da política! Ninguém pode se arvorar no direito de nos ensinar o que significa justiça social! Mas nós, sim, podemos e devemos dar uma lição permanente, a nós mesmos, de renovação, autocrítica e de avanço", diz Falcão no discurso.

No trecho dedicado ao processo do mensalão, ele diz que o "povo" foi alvo de manipulação. "É o típico caso da manipulação realimentando a mentira e da mentira realimentando a manipulação. A história vai provar que nossos companheiros foram condenados sem provas, em um processo nitidamente político, influenciado pela mídia conservadora", destaca.

Ele também levanta a questão sobre o atraso da Justiça em julgar processos em que integrantes da oposição estariam supostamente envolvidos: "Por quê o silêncio de mais de uma década, no martelo dos juízes, no famoso mensalão do PSDB mineiro? Por quê o tratamento diferenciado de certos setores da grande imprensa em relação ao "trensalão" do governo tucano de São Paulo? Por quê a tentativa insidiosa de tentar reverter o escândalo da máfia do ISS denunciado pela prefeitura paulistana?", questiona.

Para Rui Falcão, nunca antes neste País se combateu a corrupção como ocorreu nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e no da presidente Dilma Rousseff.

Em relação às próximas eleições, o presidente do PT diz que o partido é favorito e volta o foco aos adversários. "Não faremos uma campanha no estilo mar de lama como nossos adversários estão acostumados, e na qual, aliás, foram treinados por seus ancestrais", afirma. O petista ressalta, no entanto, que o partido não levará desaforo para casa.

Em relação às alianças, Rui Falcão destaca que deve haver princípios. "Ou seja, nacionalmente, e em cada Estado, vamos formalizar alianças e definir nossos parceiros em torno de compromissos que tenham sintonia e equilíbrio com o programa nacional e, obviamente, observem certas circunstâncias regionais".

O Congresso Nacional do PT ocorre desta quinta a sábado, em Brasília. A cerimônia de abertura também deverá contar com a presença da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Nesta sexta-feira, 13, está previsto um ato de desagravo em que integrantes do partido devem questionar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao mensalão.

No sábado, 14, haverá a plenária final com aprovação do texto de contribuição apresentado pelos dirigentes Marco Aurélio Garcia e Ricardo Berzoini. Participam do Congresso 800 delegados de 26 Estados e do Distrito Federal, os membros do Diretório Nacional e os presidentes estaduais do PT eleitos no PED 2013.

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