Publicidade

19 de Janeiro de 2014 - 08:34

Por Fernando Faro - Agencia Estado

Compartilhar
 

Foi um 2013 difícil e arrastado, mas que chegou ao fim; agora é hora de pensar no novo ano que surge no horizonte e buscar dias melhores. Sem o glamour de outros anos, quando dividia atenção com a Copa Libertadores, o São Paulo estreia no Campeonato Paulista contra o Bragantino, neste domingo, às 17 horas, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, para dar o primeiro passo rumo a um título que não conquista desde 2005, no auge da última fase áurea da equipe. Nenhum grande vive jejum tão longo no Estadual quanto o clube tricolor.

A falta de competições paralelas desenha um cenário ao qual o time tinha se desacostumado. Se antes o Paulistão era visto como patinho feio das competições a serem disputadas, a possibilidade de conquistar o troféu após tantos anos o torna a chance de mostrar que a campanha medíocre do ano passado não passou de uma conjuntura de fatores negativos que apareceram ao mesmo tempo. O 2013 são-paulino foi um fiasco em todos os sentidos e só uma campanha vitoriosa no Estadual aliviaria a carência por títulos. "O campeonato não é importante para quem ganha, mas para quem perde é muito. Explora-se muito mais a derrota", afirmou o técnico Muricy Ramalho.

Para quem esperava caras novas para redesenhar a equipe, a realidade mostrou uma face dura: apenas Luis Ricardo foi contratado e os mesmos jogadores que experimentaram vaias e críticas estarão em campo defendendo o clube. Sinal de que pouca coisa mudou? Não para Muricy Ramalho. "Às vezes o ser humano é assim, sabe que está devendo e melhora. Tivemos uma conversa muito franca no primeiro dia de treino e estão dando uma resposta muito boa de empenho, entrega e disciplina".

Se as peças são as mesmas, o esquema tático foi pouco modificado e não revela grandes novidades. As principais diferenças estão nos executores das funções; Denilson é o líbero que Rodrigo Caio foi no ano passado e Wellington, marcador de origem, foi avançado para jogar pelo lado direito na vaga que pertencia a Douglas. "Vamos dar prioridade a quem estiver melhor fisicamente. O Wellington é um deles, foi um dos melhores nos testes físicos. Isso conta muito no começo", justificou Muricy Ramalho. Encontrar uma formação vencedora é o principal desafio do treinador, que pôde começar o trabalho "do zero" após chegar ao Morumbi para livrar o time do rebaixamento.

O principal entrave para uma exibição melhor é a deficiência física. Ainda assim os jogadores minimizam o problema e não o usam como desculpa para um eventual tropeço. "Queremos começar bem, porque nos dará mais moral. Não estamos 100% fisicamente, mas na segunda ou terceira rodada já estaremos bem melhor", apostou o zagueiro Antonio Carlos.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você escolhe seu candidato através de: