Publicidade

04 de Dezembro de 2013 - 12:22

Por Marina Guimarães, correspondente - Agencia Estado

Compartilhar
 

Dezembro chegou com os temidos saques ao comércio na Argentina. Nesta madrugada, uma pessoa morreu e pelo menos 60 ficaram feridas durante saques ocorridos na cidade de Córdoba, a quase 700 quilômetros de Buenos Aires. A confusão começou com uma greve policial para reivindicar aumentos e prêmios salariais, além de outras conquistas sociais. Sem policiamento nas ruas, grupos de moradores de bairros mais carentes aproveitaram para saquear o comércio, enquanto em várias regiões a população montou barricadas armadas para proteger suas residências e estabelecimentos comerciais.

Um jovem foi morto baleado em meio ao caos e não há informações oficiais sobre a origem do tiro. A vítima tinha 20 anos, segundo confirmou o diretor do Hospital San Roque, Daniel Mercado. Outras 12 pessoas foram feridas a bala, informou o canal de notícias TN. Há enfrentamentos entre os saqueadores e os comerciantes, que tentam defender suas mercadorias. Todos os tipos de comércio estão sendo atacados: lojas de roupas, calçados, supermercados, colchões e até uma concessionária de motos. Em dezembro do ano passado, os saques começaram pelo sul do país, em Bariloche, e se estenderam a várias províncias.

O Superior Tribunal de Justiça determinou aos policiais que retornem ao trabalho e o governo provincial decidiu suspender toda a atividade administrativa, inclusive as aulas nos colégios. A cidade de Córdoba está praticamente paralisada, já que os transportes e os bancos tampouco funcionam. O governador da província, José Manuel de la Sota, reclamou que pediu ajuda ao governo nacional, mas não foi atendido.

De la Sota é do Partido Justicialista (Peronista), mas de uma facção crítica ao governo de Cristina Kirchner, e possui aspirações de disputar as eleições presidenciais de 2015. O chefe de Gabinete da Presidência, Jorge Capitanich, afirmou hoje de manhã à imprensa que não recebeu nenhuma ligação do governador. Pelo Twitter, De la Sota também fez um pedido de ajuda, às 4 da manhã, para que o governo federal envie a Gendarmeria, destacamento especial de polícia usado para dissuadir manifestações públicas.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que o Rio vai conseguir controlar a violência até a Copa do Mundo?