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11 de Dezembro de 2013 - 18:34

Por Amanda Romanelli e Jamil Chade - Agencia Estado

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Robert Scheidt ainda tem esperança de velejar na classe Star na Olimpíada do Rio. O atleta espera, para breve, o pronunciamento final do Comitê Olímpico Internacional (COI) a respeito do programa da vela para 2016. E, embora considere difícil a reintegração da classe, admite que, se ela acontecer, deixará a Laser mais uma vez - mesmo tendo conquistado seu 10.º título mundial há menos de um mês - e poderá até repensar a sua aposentadoria olímpica.

A classe Star é a mais tradicional do programa da vela - estava nos Jogos desde a edição de Los Angeles, em 1932. Na tradição vencedora do Brasil na modalidade, garantiu seis medalhas olímpicas: dois ouros, uma prata e três bronzes. Scheidt, na parceria com Bruno Prada, foi ao pódio em Pequim, em 2008, e Londres, em 2012.

"A situação da Star não foi definida 100%, e vamos ter notícias em breve. Vou continuar trabalhando com a minha realidade (que é a classe Laser), mas se a Star voltar, eu volto também", afirmou. O Comitê Olímpico Internacional (COI) não descarta o retorno da classe, mas considera a mudança difícil.

A exclusão da Star foi definida pelo conselho da Federação Internacional de Vela (Isaf) em 2011. Em seu lugar, entrou a classe 49er FX, em que as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze foram vice-campeãs mundiais este ano.

Desde então, a presidência da Isaf mudou (o novo dirigente é favorável à manutenção da Star), e atletas fizeram pedidos públicos para a reintegração da classe - a vela teria, assim, a disputa de 11 medalhas de ouro na Olimpíada, e não dez. Além disso, há um desejo brasileiro para que a classe mais vencedora do País esteja nos Jogos do Rio. A decisão está nas mãos do COI. "No momento, não adianta mais os atletas fazerem pressão."

Scheidt diz que a decisão deve sair até fevereiro, para que os atletas tenham tempo adequado de preparação até a Olimpíada. Para o brasileiro, a mudança de classe seria benéfica para sua longevidade na vela olímpica. Na Star, em parceria, o desgaste físico é menor, ao contrário da velejada na Laser. "Correr na Star seria a única chance de eu conseguir chegar a 2020 com 47 anos."

Enquanto não há uma definição na Star, Scheidt continua planejando sua carreira na Laser. Oito anos após deixar a classe, foi campeão em seu primeiro mundial. "O título foi ótimo, me motiva, mas não garante nada para 2016. Eu preciso continuar dosando bem o treino para tentar alongar minha carreira por mais dois anos e meio."

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