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15 de Janeiro de 2014 - 09:45

Por - Agencia Estado

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Uma onda de ataques contra mercados e um funeral em várias partes do Iraque deixaram pelo menos 41 mortos nesta quarta-feira, informaram autoridades.

O mais violento deles atingiu um grupo de pessoas que velava um homem na cidade de Buhriz, cerca de 60 quilômetros ao norte de Bagdá. Segundo a polícia, 16 pessoas morreram e 26 ficaram feridas durante o funeral de um militante sunita contrário à Al-Qaeda, que morrera de causas naturais dois dias atrás.

A milícia sunita, conhecida como Conselho do Despertar, foi formada por forças norte-americanas durante o auge da insurgência. Seus integrante são vistos como traidores pelo braço local da Al-Qaeda e por outros grupos militantes.

Na capital, uma série de ataques deixou pelo menos 25 mortos. O pior deles aconteceu no bairro de Shula, norte de Bagdá, onde um carro estacionado explodiu num mercado aberto, matando cinco pessoas e ferindo 12, informou um policial. Outro carro-bomba em Shaab, que fica nas proximidades, deixou quatro civis mortos e 14 feridos.

Um veículo cheio de explosivos foi detonado na área comercial de Karrada, região central da cidade, matando quatro civis e ferindo 14. Em outra parte da mesma região, um carro-bomba matou dois civis e feriu 10, informaram autoridades.

No subúrbio de Hussainya, ao sul da capital, os explosivos colocados num carro mataram quatro civis e deixaram 11 feridos num mercado. Na região leste de Bagdá, na rua Palestina, outro carro-bomba matou três e deixou 10 feridos. O ataque a uma área comercial deixou três mortos e oito feridos na região de Maamil, leste da cidade.

O Exército e integrantes de tribos aliadas vêm combatendo o Estado Islâmico do Iraque e do Levante nas proximidades de Ramadi, a capital da província de Anbar, e também em Faluja. Os militantes controlam o centro de Faluja e partes de Ramadi, o que representa um grande desafio para o governo e suas forças, dois anos após a saída das tropas norte-americanas do país.

A violência tem aumentado no Iraque no último ano. Em 2013, o país registrou o maior número de mortes desde que o pior período da guerra sectária teve início, em 2007, segundo dados da Organização das Nações Unidas, que indicam a morte de 8.868 pessoas no ano passado.

Pelo menos 285 pessoas morreram em decorrência da violência neste mês, segundo contagem da Associated Press. Fonte: Associated Press.

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