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20 de Janeiro de 2014 - 12:22

Por - Agencia Estado

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Autoridades iraquianas disseram que uma série de ataques contra áreas comerciais e dois prédios do Judiciário deixaram 21 mortos na capital do país. As explosões aconteceram no momento em que as forças iraquianas avançam numa ofensiva contra a Al-Qaeda e militantes aliados ao grupo a oeste de Bagdá.

Segundo a polícia, o atentado mais violento desta segunda-feira foi contra um mercado a céu aberto no sul da capital, que deixou sete mortos e 13 feridos. A explosão de uma bomba nas proximidades de uma rua comercial matou duas pessoas. Num bairro do sudeste de Bagdá, um ataque matou duas pessoas e sete ficaram feridas. Uma bomba em um subúrbio ao norte deixou três mortos e seis feridos.

A polícia informou também que dois carros-bomba explodiram, em ações separadas, nas proximidades de tribunais, o que resultou na morte de sete pessoas e em 22 feridos.

O vice-ministro-sênior do Interior, Adnan al-Asadi, declarou nesta segunda-feira que os combatentes da Al-Qaeda que tomaram partes de Ramadi, capital da província de Anbar, e a cidade de Faluja, têm armas suficientes para tomar toda a capital do país.

Segundo ele, as forças iraquianas estão enfrentando "duras batalhas" contra os militantes, fortemente armados, para recapturar essas regiões.

Al-Asadi disse que as armas que estão nas mãos de combatentes do braço iraquiano da Al-Qaeda e de outros grupos militantes sunitas em Faluja são "avançadas e em quantidade suficiente para ocupar Bagdá". Ele não esclareceu qual seria o tipo e a quantidade dessas armas.

No domingo, o governo iraquiano anunciou uma operação militar intensiva para retomar Ramadi, mas diplomatas têm pedido que o país busque uma reconciliação política com o objetivo de reduzir o apoio aos militantes.

Após dias de uma calma tensa em Faluja, antigo reduto da insurgência que fica nas proximidades de Bagdá, chefes tribais e testemunhas disseram que os militantes da Al-Qaeda intensificavam sua autoridade na cidade nesta segunda-feira.

Combatentes ligados ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante estabeleceram um tribunal islâmico, sequestraram autoridades, dentre elas um graduado oficial da polícia e vários xeques tribais, e transmitiram chamados por meio dos alto-falantes convocando outras pessoas a se juntarem a eles na luta contra as forças de segurança iraquianas. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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