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18 de Janeiro de 2014 - 08:31

Por Fernando Nakagawa, correspondente - Agencia Estado

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Enquanto governantes ainda lutam para tirar economias da Europa da crise, o mercado imobiliário volta a dar sinais de exuberância. Números do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revelam que mercados europeus lideram com folga o ranking global de valorização de imóveis nos últimos seis meses. Na Dinamarca, alguns setores do mercado imobiliário tiveram aumento de preços de quase 20% em um semestre. Com o quadro, voltam a ser ouvidas suspeitas de bolha.

Após anos de contração, o setor imobiliário finalmente volta a ter motivos para comemorar. Nos últimos meses, o preço dos imóveis na Europa ganhou velocidade com os sinais seguidos de que o pior da crise já teria ficado para trás. Com isso, a região acumula valorização superior à dos mercados emergentes e dos Estados Unidos.

Em seis meses, o preço médio dos imóveis negociados na Dinamarca, por exemplo, saltou 18,3%. O movimento é repetido em outras cidades e países da Europa: Dublin, na Irlanda, acumula valorização de 12,4%, Tartu, a segunda maior cidade da Estônia, tem alta de 12,3% no mesmo período e é seguida pela Polônia (12,2%) e Eslovênia (11,4%) - a pesquisa do BIS recebe dados dos países que trazem o comportamento do mercado nacional ou de alguns localidades.

"Após anos de crise, há muitas oportunidades em vários países da Europa, como Irlanda, Espanha e Portugal. Esses mercados têm apresentado valorização com os sinais de saída da crise financeira e a maior confiança dos compradores, o que sustenta o aumento da demanda", diz Liam Bailey¸ chefe da área de pesquisa internacional da maior imobiliária independente do mundo, a britânica Knight Frank.

Mesmo sem ter sofrido um baque econômico comparável à Irlanda ou à Espanha, o Reino Unido também surfa nessa onda de otimismo e o preço médio dos imóveis aumentou 8,1% em seis meses na capital britânica.

Alerta

O quadro traz euforia para alguns, mas acende o sinal de alerta para outros. Recentemente, o economista Nouriel Roubini disse que há sinais de bolha imobiliária reaparecendo em diversos países, em especial na Europa - como Alemanha, Finlândia, França, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.

O argumento dos cautelosos é de que o mercado está reagindo muito mais rápido que o passo da economia. Isso poderia estar sendo motivado por demanda especulativa. Além disso, famílias já têm elevado nível de endividamento na região. O endividamento dos ingleses, por exemplo, cresceu com força recentemente e superou o nível pré-crise no fim de 2013.

Como era de se esperar, o setor imobiliário - parte interessada no aumento de preços - minimiza a possibilidade de bolha e contesta a ameaça. Uma das maiores imobiliárias do Reino Unido, a Savills, usou um relatório recente de 16 páginas para rechaçar a possibilidade.

Mais que isso, a imobiliária anunciou a previsão de que os preços terão alta de 25,3% no acumulado dos próximos cinco anos. Diante da previsão da casa, os analistas da Savills reafirmam que o momento é propício à compra de imóveis no Reino Unido. (Fernando Nakagawa) - Enquanto governantes ainda lutam para tirar economias da Europa da crise, o mercado imobiliário volta a dar sinais de exuberância. Números do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) revelam que mercados europeus lideram com folga o ranking global de valorização de imóveis nos últimos seis meses. Na Dinamarca, alguns setores do mercado imobiliário tiveram aumento de preços de quase 20% em um semestre. Com o quadro, voltam a ser ouvidas suspeitas de bolha.

Após anos de contração, o setor imobiliário finalmente volta a ter motivos para comemorar. Nos últimos meses, o preço dos imóveis na Europa ganhou velocidade com os sinais seguidos de que o pior da crise já teria ficado para trás. Com isso, a região acumula valorização superior à dos mercados emergentes e dos Estados Unidos.

Em seis meses, o preço médio dos imóveis negociados na Dinamarca, por exemplo, saltou 18,3%. O movimento é repetido em outras cidades e países da Europa: Dublin, na Irlanda, acumula valorização de 12,4%, Tartu, a segunda maior cidade da Estônia, tem alta de 12,3% no mesmo período e é seguida pela Polônia (12,2%) e Eslovênia (11,4%) - a pesquisa do BIS recebe dados dos países que trazem o comportamento do mercado nacional ou de alguns localidades.

"Após anos de crise, há muitas oportunidades em vários países da Europa, como Irlanda, Espanha e Portugal. Esses mercados têm apresentado valorização com os sinais de saída da crise financeira e a maior confiança dos compradores, o que sustenta o aumento da demanda", diz Liam Bailey¸ chefe da área de pesquisa internacional da maior imobiliária independente do mundo, a britânica Knight Frank.

Mesmo sem ter sofrido um baque econômico comparável à Irlanda ou à Espanha, o Reino Unido também surfa nessa onda de otimismo e o preço médio dos imóveis aumentou 8,1% em seis meses na capital britânica.

Alerta

O quadro traz euforia para alguns, mas acende o sinal de alerta para outros. Recentemente, o economista Nouriel Roubini disse que há sinais de bolha imobiliária reaparecendo em diversos países, em especial na Europa - como Alemanha, Finlândia, França, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça.

O argumento dos cautelosos é de que o mercado está reagindo muito mais rápido que o passo da economia. Isso poderia estar sendo motivado por demanda especulativa. Além disso, famílias já têm elevado nível de endividamento na região. O endividamento dos ingleses, por exemplo, cresceu com força recentemente e superou o nível pré-crise no fim de 2013.

Como era de se esperar, o setor imobiliário - parte interessada no aumento de preços - minimiza a possibilidade de bolha e contesta a ameaça. Uma das maiores imobiliárias do Reino Unido, a Savills, usou um relatório recente de 16 páginas para rechaçar a possibilidade.

Mais que isso, a imobiliária anunciou a previsão de que os preços terão alta de 25,3% no acumulado dos próximos cinco anos. Diante da previsão da casa, os analistas da Savills reafirmam que o momento é propício à compra de imóveis no Reino Unido. As informações são do jornal

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