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19 de Março de 2013 - 18:55

Por Luciana Nunes Leal - Agencia Estado

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Depois da morte de 918 pessoas em consequência da enchente na região serrana em janeiro de 2011, o governo do Rio de Janeiro instalou 187 sirenes de alerta em cinco municípios e reativou o Centro Estadual de Administração de Desastres (Cestad), que monitora as chuvas e dá o comando para que as prefeituras acionem os alarmes. Com o fracasso do plano de construção de casas fora das áreas de risco e a lentidão das obras de contenção e drenagem, as sirenes são o recurso do poder público para tentar evitar mortes a cada novo temporal.

O governo promete instalar 40 Unidades de Proteção Civil (UPC), pequenos centros de monitoramento que funcionarão em contêineres nas áreas de risco, onde trabalharão agentes contratados nas comunidades. Eles ficarão encarregados de detalhar os pontos vulneráveis da localidade e terão a missão de convencer as famílias a deixarem suas casas.

"Quando a sirene é acionada, já houve um contato com as autoridades, com os líderes comunitários, os pontos de apoio estão abertos. Mas muitas famílias resistem. O brasileiro não está acostumado a se movimentar em situação de desastre. Os agentes das UPC serão a ligação entre a Defesa Civil e a comunidade", diz o diretor do Cestad, tenente-coronel Gil Kempers.

No dia 10 de cada mês, as Defesas Civis dos municípios que têm sirenes fazem simulações de alertas. Em Petrópolis, as 18 sirenes foram testadas uma semana antes do início das chuvas que mataram pelo menos 27 pessoas. Kempers informou que 680 sirenes serão instaladas em outros 68 municípios até o fim de 2014.

"As sirenes são um paliativo. De certa forma elas minimizam os problemas, mas se anunciam milhões em obras, em equipamentos e pouco se trabalha a vulnerabilidade das pessoas", diz professor Antonio Edesio Jungles, coordenador do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres, da Universidade Federal de Santa Catarina.

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