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02 de Dezembro de 2013 - 16:46

Por José Maria Tomazela - Agencia Estado

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Três dias após o rompimento do contrato com a Construtora Gomes Lourenço, a coleta de lixo continuava precária na tarde desta segunda-feira, 02, em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. O consórcio formado pelas empresas Litucera, Heleno & Fonseca e Trail Infraestrutura, contratado emergencialmente para fazer a coleta e destinação do lixo, não tinha funcionários suficientes, na cidade, para realizar o serviço. Sorocaba produz cerca de 500 toneladas de resíduos por dia. Na maioria dos bairros, o lixo acumulado durante o final de semana continuava sobre as calçadas. A prefeitura acredita que até quinta-feira, 05, a coleta de lixo estará normalizada.

O consórcio abriu a contratação de 300 trabalhadores, entre motoristas e coletores, para completar a equipe que atuará na cidade. O contrato emergencial tem validade de seis meses, período em que a prefeitura abrirá nova licitação para o lixo. Por meio de nota, a Gomes Lourenço informou ter sido tomada de surpresa pelo cancelamento do contrato e lamentou a decisão da prefeitura. "Após mais de sete anos de serviços prestados sem reclamações ou maiores problemas, a Gomes Lourenço não entende, nem aceita a atitude impensada da prefeitura que, acima de tudo, atinge diretamente a comunidade."

O secretário de Governo do município, João Leandro da Costa Filho, disse que a empresa deu causa ao rompimento ao descumprir cláusulas como deixar de oferecer condições adequadas aos funcionários, não fazer a manutenção do sistema de container e atrasar pagamentos. "Tivemos problemas com a Gomes Lourenço desde o início desta administração, em janeiro, o que levou a prefeitura a decretar estado de emergência no serviço em três ocasiões", disse. Na última delas, dia 7 de outubro, a contratada havia deixado de pagar o aterro sanitário que subcontratara para depositar o lixo, segundo o secretário. "A empresa que mantém o aterro recorreu à Justiça e foi autorizada a recusar o lixo, obrigando a prefeitura a assumir o pagamento para evitar o caos."

A Gomes Lourenço iniciou a retirada dos 45 mil containers usados pela população para depositar os sacos de lixo. Como o consórcio não dispõe desse serviço, durante os seis meses do contrato emergencial os moradores terão de ensacar o lixo e depositar na calçada apenas nos dias de coleta. De acordo com o secretário, a volta do sistema de container será exigida da empresa que vencer a nova licitação. A direção da Gomes Lourenço se reuniria com advogados nesta segunda-feira para decidir sobre possíveis medidas judiciais contra a decisão da prefeitura.

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