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03 de Dezembro de 2013 - 08:49

Por Almir Leite e Raphael Ramos - Agencia Estado

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Considerado o maior evento pré-Copa do Mundo, o sorteio dos grupos custará R$ 26,4 milhões, dos quais R$ 20 milhões serão pagos pela Fifa e o restante, pelo governo do Estado da Bahia. À Fifa caberá cobrir os gastos de cobertura televisiva, apresentação de artistas, infraestrutura tecnológica, segurança privada e cenografia. Em 2009, na Cidade do Cabo, na África do Sul, a entidade anunciou que gastou US$ 6,1 milhões (R$ 14,3 milhões, em valores de hoje).

O governo estadual desembolsou R$ 6,4 milhões para montar uma tenda dentro do complexo hoteleiro da Costa do Sauipe para a realização do sorteio, além de mais dois espaços provisórios de apoio à equipe de produção. A tenda, levantada em 90 dias exclusivamente para o sorteio, tem nove mil metros quadrados e na sexta-feira receberá 1.500 convidados da Fifa e dois mil jornalistas - no dia seguinte, a estrutura já começará a ser desmontada.

A Arena Sauípe, área inaugurada em agosto e que custou R$ 14 milhões bancados pelo Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), abriga o centro de mídia. O espaço tem capacidade para receber 3.500 pessoas sentadas e até seis mil em pé, mas não tem estrutura suficiente para o sorteio por ter o teto muito baixo. Para a instalação de gruas e equipamentos de transmissão de tevê, são necessários pelo menos 14 metros de pé direito, altura da tenda, e estrutura para suportar até 40 toneladas.

Ney Campello, secretário estadual para Assuntos da Copa do Mundo da Bahia, defende os R$ 6,4 milhões gastos na tenda provisória. Para ele, o retorno à imagem do estado vale o investimento. "O nosso objetivo não é lucrar, mas já contratamos uma empresa de estudo para avaliar o impacto do evento em relação a imprensa, economia e ocupação hoteleira. Lembro que o prefeito do Rio disse que o impacto de mídia somente no dia em que cidade foi escolhida sede dos Jogos Olímpicos, em 2009, foi o equivalente ao investimento de oito anos em comunicação." Campello também defendeu o "legado tecnológico" da tenda. "Nem mesmo no carnaval, que é o maior evento de rua do mundo, utilizamos uma tecnologia tão sofisticada como essa", justificou.

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