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02 de Dezembro de 2013 - 19:27

Por Luciana Nunes Leal - Agencia Estado

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A cidade de São Paulo tem perdido moradores de alta escolaridade num ritmo surpreendente, revela estudo sobre migrações internas divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República. Entre 2005 e 2010, 122,4 mil pessoas de 18 anos ou mais de idade com curso superior deixaram a capital paulista, o que significa um aumento de 44% em relação aos que saíram da cidade no período de 1995 a 2000. A pesquisa leva em conta as pessoas com 25 anos ou mais que completaram o curso superior e os jovens de 18 a 24 anos que estavam na universidade.

No mesmo período de 2005 a 2010, 91,5 mil pessoas de alta escolaridade foram morar na capital, o que deixa um saldo negativo de quase 31 mil moradores com curso superior a menos no município. "Conhecida como capital dos imigrantes, São Paulo tem sido celeiro exportador de talentos", diz o estudo

No caso de São Paulo, os moradores com curso superior que deixaram a cidade foram majoritariamente para municípios do próprio Estado. Itapecerica da Serra foi o que recebeu mais migrantes, com 6.244 novos moradores de alta escolaridade saídos da capital. Osasco (6.097 pessoas) e Campinas (3.728) vêm em seguida. O estudo não detalha se os migrantes trabalham nestas cidades ou se continuam empregados na capital e reforçam o contingente crescente de brasileiros que trabalham ou estudam fora da cidade de residência.

A pesquisa aponta ainda que o número de moradores de favelas no País cresceu 6,2% entre 200 e 2010, passando de 10,6 milhões para 11,2 milhões. A população total cresceu em ritmo mais acelerado: 14,5% em dez anos. Em cidades como o Rio de Janeiro, no entanto, o crescimento da população em favelas, de 9,3%, foi maior do que no número geral de habitantes, de 7,9%. Para Marcelo Neri, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que começaram a ser instaladas nas comunidades em dezembro de 2008, podem se transformar em atrativos para as favelas cariocas. "As UPPs não reduzem a população da favela e, ao contrário, podem ser uma força atratora, especialmente com o preço alto dos aluguéis (fora das favelas)", diz o ministro interino.

A região metropolitana de Brasília teve explosão de moradores em favelas, com 50,7% a mais entre 2000 e 2010. O preço elevado dos imóveis é um dos fatores responsáveis pela saída da população do centro para ocupações irregulares da periferia da capital federal.

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