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01 de Março de 2013 - 19:00

Por Daniela Amorim - Agencia Estado

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A queda nos spreads bancários - diferença entre a taxa de juros que os bancos pagam no mercado para tomar empréstimos e a taxa que cobram dos consumidores ao oferecer crédito - explica a alta de apenas 0,5% dos serviços de intermediação financeira em 2012, afirmou o coordenador de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Luís Olinto Ramos. "Em 2012, pela primeira vez, baixamos o spread. Tanto a Selic (taxa básica de juros) quanto as taxas de mercado. Então, a remuneração dos bancos ficou estável ou baixou", disse Olinto.

Segundo o técnico do IBGE, a intermediação financeira não está diretamente ligada à expansão do crédito. "O crédito ter aumentado não significa que os bancos estão emprestando mais. O serviço (e a remuneração) dos bancos não está atrelado a isso", afirmou Olinto.

Em anos anteriores, eventuais quedas na Selic (hoje em 7,25% ao ano) reduziam os custos de captação do sistema financeiro, mas a remuneração dos bancos se mantinha, com os spreads no mesmo nível. Em 2012, a ação dos bancos públicos, o Banco do Brasil e a Caixa, fizeram a diferença. "BB e Caixa tomaram a iniciativa (de reduzir o spread) e bancos privados foram atrás. O comportamento da intermediação financeira sinaliza que há uma mudança (no sistema financeiro)", completou Olinto.

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