Publicidade

11 de Março de 2014 - 06:12

Por Ricardo Brito e Aline Bronzati - Agencia Estado

Compartilhar
 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decidiu adiar a retomada da análise sobre a correção da poupança pelos planos Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. A decisão de Barbosa foi acertada com seus pares durante intervalo da sessão de quinta-feira, 20. O ministro Marco Aurélio Mello confirmou ao Broadcast Político, serviço de informações da Agência Estado, o adiamento para depois do carnaval. "Ainda não tem data definida", disse.

No entanto, fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, também veem como negativo o adiamento. Isso porque, na opinião das mesmas fontes, a demora pode afetar ainda mais a visão negativa de investidores, principalmente estrangeiros, sobre o Brasil neste momento.

Os números já divulgados mudam muito, dependendo das variáveis. Nesta semana, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) entregou aos ministros o estudo da consultoria LCA que estima o risco de perdas para os bancos de R$ 22,7 bilhões a R$ 341,2 bilhões. O número considera que 100% dos potenciais beneficiários das ações civis públicas ingressem com ações de execução.

Além disso, o descongelamento das ações existentes poderia alavancar o risco potencial de perdas. Atualmente, há mais de 1,4 mil ações contra a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC, conforme o estudo da LCA. Porém, somente as ações públicas, que somam 37 no total, podem ter a inclusão de novos pedidos. "As variáveis mudam radicalmente os cálculos e já pagamos uma boa parte das ações ajuizadas", diz um executivo de um grande banco.

Ele lembra, contudo, que uma decisão desfavorável aos bancos vai afetar as margens das instituições financeiras, a oferta de crédito no Brasil e ainda consumir alguns pontos porcentuais do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Conforme o estudo da LCA, no teto do impacto do risco potencial estimado, a retração de crédito na economia brasileira poderia ser de até R$ 1 trilhão.

Outro executivo lembra que, se a data do julgamento for postergada por pouco tempo - 15 dias, por exemplo - deve gerar mais incerteza em relação ao desfecho. Isso porque está agendado para o 26 de fevereiro, segundo Marcelo Telles, Daniel Magalhães, Victor Schabbel e Alonso García, do Credit Suisse, a discussão da cobrança dos juros de mora (taxa sobre o atraso do pagamento de um título de crédito em um determinado período) de qualquer ação civil pública.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que o subsídio do Governo vai alavancar a aviação regional?