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18 de Dezembro de 2013 - 08:43

Por Demétrio Vecchioli - Agencia Estado

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No que dependesse do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Jorge Zarif não receberia grandes investimentos neste primeiro ano do ciclo olímpico. Depois de ter sido apenas o 20.º colocado na classe Finn nos Jogos de Londres, ele perderia espaço para Bruno Prada, que voltava ao seu antigo barco depois que a Star deixou o programa olímpico.

Mas, aos 42 anos, Bruno Prada tinha outros planos. Convidou Zarif, de 20, para treinar com ele, e sugeriu que os dois trocassem experiências e compartilhassem um técnico de alto nível. Pediu a contratação do espanhol Rafael Trujillo ao COB e conseguiu que o ex-campeão da Finn viesse ao Brasil.

O destino mostrou que Prada estava certo. Zarif venceu o Mundial Júnior e, pouco depois, também o Mundial adulto da Finn. Na noite de terça-feira, coroou a temporada com o Prêmio Brasil Olímpico, de melhor atleta masculino de 2013, em premiação organizada pelo COB.

"Depois dos Jogos Olímpicos Londres 2012, recebi uma ligação do Bruno Prada, que tinha acabado de sair da classe Star e me disse: Jorginho, você foi 20º em Londres, a pior colocação entre os homens. Você quer ser 20º de novo ou quer ganhar uma medalha? Ele me convidou para treinar com ele, e eu aceitei na hora. Ali começou um projeto que se consolidou como muito vitorioso", comentou Zarif.

Hoje apoiado pelo COB, Jorge Zarif expôs também uma falha do governo federal. O melhor atleta olímpico brasileiro de 2013 não receberá um centavo da Bolsa Pódio, destinada exatamente àqueles atletas com chances reais de ir ao pódio nos Jogos do Rio/2016. A explicação é que a conquista veio depois do fechamento da lista dos contemplados na primeira leva do projeto, neste segundo semestre de 2013, quando ele ainda não era campeão mundial nem tinha ranking suficiente para ser selecionado.

Zarif era considerado, por ele mesmo, azarão ao Prêmio Brasil Olímpico e não acreditava que pudesse vencer os também campeões mundiais Arthur Zanetti e Cesar Cielo. "Eu até fiz campanha na internet, mas quando vi que o Cielo tinha 600 mil 'curtir' no Facebook e eu só tinha 3 mil, achei que era impossível", admitiu o velejador.

POLIANA - No feminino não houve surpresas e venceu a atleta mais vitoriosa do Brasil no ano: Poliana Okimoto, que ganhou três medalhas no Mundial de Desportos Aquáticos de Barcelona: ouro nos 10km, prata nos 5km e bronze por equipes. Mesmo favorita, ela fez ampla campanha online.

"Eu entrei nas redes sociais e pedi aos amigos e familiares que me ajudassem, enfim, eu tinha que fazer um lobby. Sou privilegiada de fazer aquilo que eu mais amo, que é nadar, e ter algum sucesso nisso. Me sinto muito feliz com aquilo que eu faço", comentou Poliana.

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