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23 de Dezembro de 2013 - 19:58

Por Adriana Fernandes e Eduardo Rodrigues - Agencia Estado

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Mesmo em um cenário de maior incerteza nos mercados financeiros, o Tesouro Nacional anunciou nesta segunda-feira, 23, que lançará no começo de 2014 uma nova série de títulos prefixados com mais de dez anos de duração, com vencimento em 2025. O lançamento ocorre enquanto a decisão do Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) de retirar estímulos à economia dos EUA a partir de janeiro ainda deixa dúvidas na cabeça dos investidores e depois de o governo brasileiro ter tido dificuldades em vender papéis de longo prazo durante 2013.

A primeira emissão do novo título ocorrerá no dia 9 de janeiro. Atualmente, o papel prefixado que vem sendo vendido pelo Tesouro tem vencimento em 2023. Ele vem sendo oferecido desde 2012. O lançamento do chamado NTN-F 2025 é um sinal do Tesouro para reforçar ao mercado que a procura por papéis brasileiros com perfil mais alongado continua aquecida.

"Essa demanda é não somente de compradores estrangeiros, mas também dos investidores locais, tanto bancos como investidores institucionais", afirmou o coordenador de operações da Dívida Pública, José Franco de Morais. Segundo ele, o Tesouro não está preocupado com um fluxo de saída de estrangeiros dos títulos da Dívida Pública depois da última decisão do Fed. Em novembro, a participação de não residentes no País no estoque do endividamento interno caiu de 16,91% para 16,53%.

"Precisamos aguardar para ver se a queda de participação de estrangeiros é tendência. Continuamos tendo fluxo de entrada para títulos", considerou Morais. "Ao longo de 2014, o Fed vai continuar o seu movimento. Na semana passada a incerteza se reduziu, vamos ver o teremos pela frente", completou.

Para o coordenador, o movimento do Fed já foi precificado pelos agentes e, desta forma, não haveria razão para que o Tesouro mude sua estratégia de alongar o papel desde o início do próximo ano. "Mas, se houver uma volatilidade maior, emitiremos menor quantidade de títulos longos", adiantou. "Estamos preparados para enfrentar volatilidade caso ela exista", garantiu.

O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 2,32% em novembro ante outubro (o equivalente a R$ 46,924 bilhões), atingindo R$ 2,069 trilhões. Em outubro, o estoque estava em R$ 2,022 trilhões. No acumulado dos 11 primeiros meses do ano houve um resgate líquido de R$ 134,729 bilhões. Mesmo assim, ocorreu um aumento no estoque de R$ 61,457 bilhões em relação ao fim de 2012. Isso porque, no ano, a apropriação de juros soma R$ 196,186 bilhões.

Morais comentou que o Tesouro espera que a emissões de títulos de dezembro tragam o estoque da Dívida DPF para dentro dos limites do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2013, que variam R$ 2,100 trilhões a R$ 2,240 trilhões. "O estoque deve fechar o ano pouco acima de R$ 2,1 trilhões", afirmou.

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