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10 de Dezembro de 2013 - 13:07

Por Eduardo Cucolo e Célia Froufe - Agencia Estado

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O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, voltou a afirmar, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, que o banco continuará atuando no mercado de câmbio em 2014. Segundo ele, as autoridades nacionais podem agir no sentido de mitigar os efeitos da volatilidade no mercado internacional sobre os mercados financeiros domésticos, o que o BC vem fazendo, oferecendo proteção, hedge cambial, aos agentes econômicos e liquidez ao mercado de câmbio. "Em 2014 o Banco Central não sairá de cena nesse mercado", disse.

"Aproveito aqui a oportunidade para informar mais uma vez que, com alguns ajustes, o Banco Central estenderá o programa de oferta de proteção cambial", completou, destacando que isto ocorrerá sem prejuízo ao regime de flutuação. "A política do Banco Central em relação ao câmbio é de flutuação", afirmou.

Segundo Tombini, nos últimos 24 meses houve cerca 20% de depreciação nominal do real em relação ao dólar e que isso "certamente" auxiliou o balanço do Banco Central. "Houve valorização grande do ativo e isso gera capacidade para o País atuar no sentido de prover proteção cambial para o restante da economia , não só o BC está protegido para proteções abruptas no câmbio, mas a economia", considerou.

O presidente do Banco Central previu que os preços administrados devem evoluir em linha com a meta de inflação, de 4,5%. "Nossa visão dos preços administrados em 2014 é de em torno de 4,5%, maior certamente do que foi este ano", comparou. Tombini salientou que houve surpresas negativas no ano passado na área de administrados e que esse conjunto de preços é importante, mas representa 25% da cesta dos índices de preços aos consumidores.

Ao responder a um questionamento do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) sobre se a inflação estaria artificial este ano por conta de o governo ter segurado o aumento de alguns preços, como o de combustíveis, Tombini disse que não via uma "inflação artificial" no País. Segundo ele, não há subsídios ao preço dos derivados de combustíveis nas bombas e os preços não estão desalinhados com outras economias.

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