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02 de Janeiro de 2014 - 21:13

Por Bruno Paes manso - Agencia Estado

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Ladrões aproveitaram as festas de fim de ano, quando muitos paulistanos viajam, para praticar arrastões em três edifícios na capital. O primeiro aconteceu na madrugada de terça-feira, 31, na Pompeia, na zona oeste. Outros dois foram registrados logo depois da virada do ano, em prédios no Morumbi e no Itaim-Bibi, na zona sul. Nos três casos, os ladrões levaram principalmente joias.

Em 2012, a polícia informou que houve 19 arrastões em São Paulo. O balanço do ano passado não foi divulgado. Mas, até setembro, já haviam ocorrido pelo menos 12 casos. O recorde havia sido alcançado em 2010, quando 24 prédios foram alvo dos assaltantes.

O arrastão da Pompeia, em um edifício de 12 andares, localizado em uma travessa da Avenida Heitor Penteado, só foi percebido pelo porteiro na manhã da véspera de ano-novo, quando ele foi levar os jornais e encontrou cinco portas arrombadas. Pelo menos seis apartamentos foram invadidos. Em todos, os moradores estavam viajando. O porteiro não soube dizer como os ladrões entraram. Em uma das residências, os assaltantes entraram pela janela.

Segundo a amiga de uma das moradoras, que identificou os itens levados de um dos apartamentos, os assaltantes buscavam joias. Eles deixaram notebooks para trás e souberam diferenciar peças valiosas de bijuterias, que também não foram levadas pelos bandidos.

O segundo caso aconteceu 42 minutos depois da virada do ano, em um edifício na Rua Aldívia de Toledo, no Morumbi, zona sul. Um porteiro de 25 anos contou a policiais que foi rendido por quatro homens armados que o agrediram e depois o amarraram na portaria. Os ladrões também se concentraram na busca por joias.

Com o porteiro rendido, os assaltantes subiram a quatro apartamentos que estavam vazios e roubaram diversos objetos. Antes de saírem, eles levaram a unidade central de processamento onde estavam registradas as imagens do assalto. Também roubaram o celular do porteiro e fugiram em um Captiva preto. O porteiro disse aos policiais que os assaltantes devem ter entrado no edifício pelos fundos, uma vez que não passaram pela portaria.

O terceiro caso foi registrado em um prédio na Rua Japão, no Itaim-Bibi, também na zona sul, às 5h20 do primeiro dia do ano. Os três apartamentos furtados estavam vazios. Os ladrões levaram dinheiro e joias.

Pesquisa de vitimização feita pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) mostra que a porcentagem de pessoas assaltadas em seu domicílio permaneceu a mesma entre 2003 e o ano passado. Foram roubados em suas casas 1,3% dos entrevistados, mesma proporção verificada há dez anos. Conforme a pesquisa, 84,3% das vítimas estavam na residência no momento do assalto. Do total de vítimas de assalto a residência, apenas 34% registraram o caso na polícia.

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