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10 de Março de 2014 - 21:48

Por Fábio Fabrini e Ricardo Brito - Agencia Estado

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Depois de reformar sua sede por R$ 55 milhões, projeto que estourou o orçamento e o prazo iniciais, o Tribunal de Contas da União (TCU) vai gastar agora mais R$ 73,6 milhões na construção de uma escola de formação em Brasília, cuja área será equivalente a seis campos de futebol.

As duas empreitadas vão consumir pelo menos R$ 128,7 milhões em recursos públicos. Esse valor equivale a 10% do que o órgão de controle alega economizar por ano nas fiscalizações de obras da União em que são detectadas irregularidades. O grosso dessa verba será pago a uma mesma empreiteira, a Porto Belo Engenharia, de Goiânia, declarada vencedora de licitações para ambas as obras.

A obra ainda não começou. O TCU diz que pretende não só dar cursos de capacitação para auditores, mas ampliar as ações para os três Poderes. Em nota, o tribunal argumenta que as duas obras são "essenciais para aumentar e melhorar sua contribuição à sociedade".

"Grande parte das irregularidades encontradas pelo TCU em suas fiscalizações se repete, e decorre não de má-fé, mas de desconhecimento da legislação, o que leva este tribunal a investir na capacitação de gestores", justifica a corte.

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