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20 de Janeiro de 2014 - 15:07

Por - Agencia Estado

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Tropas do Sudão do Sul recapturaram nesta segunda-feira a cidade de Malakal, assumindo o controle de um reduto rebelde que ameaçava um dos principais produtores de petróleo da África.

O porta-voz militar coronel Philip Aguer disse que as forças do governo expulsaram os combatentes rebeldes da parte sul de Malakal, encerrando um impasse que já durava seis dias na capital do Alto Nilo, a única região do país onde campos de petróleo ainda estão em produção. Uganda, que tem ajudado no combate aos rebeldes, apoiou o avanço das tropas sul-sudanesas com o envio de força aérea, afirmou o porta-voz militar ugandense, tenente-coronel Paddy Ankunda.

O avanço do governo representa um significativo retrocesso para os combatentes leais ao ex-vice-presidente Riek Machar, cujo racha no mês passado com o presidente Salva Kiir deu início ao conflito.

Os dois líderes se recusam a aceitar um cessar-fogo, o que sugere que cada um tenta garantir seus ganhos no campo de batalha antes de negociar uma trégua, mesmo que isso custe mais tumulto e a interrupção da produção petrolífera.

Depois de Uganda se unir ao conflito, enviando artilharia pesada e jatos de combate, os acontecimentos parecem ter melhorado a favor do governo, mas a ação do governo ugandense não é uma unanimidade. O ministro de Relações Exteriores da Etiópia expressou publicamente suas preocupações sobre a intervenção de Uganda.

As forças do governo intensificaram as defesas com tanques e artilharia pesada nas proximidades de campos de produção de petróleo cerca de 90 quilômetros ao norte de Malakal, segundo o Ministro da Informação, Michael Makuei.

Os campos de produção do Alto Nilo representam 80% da produção de petróleo do Sudão do Sul, que é de 245 mil barris diários. As semanas de combates já reduziram a produção do país em mais de 25%, o que ameaça a força vital da economia do país. O país exporta toda a sua produção de petróleo bruto por meio do Sudão.

Makuei disse que uma delegação do governo viajaria para a capital da Etiópia, Adis-Abeba, ainda nesta segunda-feira, para retomar as negociações sobre o cessar-fogo com os rebeldes. Os rebeldes exigem a retirada das tropas de Uganda do Sudão do Sul como condição para a assinatura de um cessar-fogo.

O conflito jogou integrantes da etnia dinka, da qual Kiir faz parte, contra os nuer, de Machar. O conflito, que teve início em meados de dezembro, matou milhares de pessoas e desalojou mais de meio milhão, segundo a Organização das Nações Unidas.

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