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02 de Dezembro de 2013 - 16:55

Por AE - Agencia Estado

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A Cruz Vermelha informou nesta segunda-feira que os combates e postos de controle impedem a entrada de ajuda na Síria e que por isso ao menos um milhão de sírios passa fome. A organização humanitária também fez um alerta para o que considera como o maior desafio atual: evitar o "cansaço da compaixão" pelos sírios após mais de três anos de guerra civil. "O principal desafio que enfrentamos hoje é evitar que essa situação passe a ser normal para muitas pessoas no mundo", afirmou Walter Cotte, subsecretário geral da Federação da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês). "Precisamos ressaltar que realmente existe uma grande crise humanitária matando pessoas na Síria todos os dias", completou Cotte.

O braço local IFRC, Crescente Vermelho Sírio (SARC, na sigla em inglês), avalia que em torno de um terço do total da população de 21 milhões - antes da guerra - depende de ajuda para sobreviver.

A SARC advertiu, no entanto, que os esforços de ajuda estão sendo derrubados pelos combates e que os vários postos de controle montados pelos dois lados da guerra aumentam o risco e o cerco aos seus voluntários.

"A SARC tem acesso a apenas 85% do território sírio em bases regulares", afirmou Simon Eccleshall, gerente de administração de crises da IFRC. A ajuda regular chega para apenas para metade dos seis milhões de sírios que deixaram suas casas por causa da guerra, mas que continuam no país. "Algumas áreas ficaram meses sem receber ajuda por causa dos conflitos e nos subúrbios de Damasco isso ocorreu por quase um ano", afirmou Benoit Carpentier, porta-voz da IFRC.

Eccleshall teme que com a chegada do inverno aumente o número de sírios que precisa de ajuda. As duas maiores cidades sírias, Damasco e Alepo, nevam regularmente.

Três milhões de sírios deixaram o país para escapar do conflito que já matou mais de 120 mil pessoas.

Organizações de ajuda querem que a crise humanitária seja ponto central das discussões entre os dois lados da guerra na Síria em Genebra no dia 22 de janeiro, afirmou Eccleshall. Fonte: Associated Press.

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