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20 de Dezembro de 2013 - 19:10

Por Reginaldo Pupo, especial para AE - Agencia Estado

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Ao menos 463 mil veículos deverão usar a Rodovia dos Tamoios (SP-99), principal via de acesso ao litoral norte paulista, durante as semanas de Natal e ano-novo, segundo estimativas da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa). Nesta sexta-feira, 20, após a suspensão das obras de duplicação, o motorista não enfrentou dificuldades para chegar às quatro cidades da região. Porém, a previsão era de que o tráfego começaria a ficar intenso no início da noite.

Segundo a concessionária, a Nova Tamoios Planalto começou a operar nesta sexta-feira em pista dupla e acostamento, nos dois sentidos, sem obras na pista. No feriado prolongado de 15 de novembro, a estatal não suspendeu as obras e causou um megacongestionamento na Tamoios e na Rodovia Oswaldo Cruz (SP-125), obrigando turistas a enfrentar 12h de viagem entre a capital e o litoral norte pela Tamoios e o mesmo período pela Oswaldo Cruz.

A Dersa informou que não haverá interdições totais ou parciais da rodovia. As obras de duplicação serão retomadas no dia 6 de janeiro, já que o cronograma atrasou. Em diversas ocasiões, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia declarado que as obras seria entregues no último dia 16. Agora, a previsão é que todo o complexo seja entregue em 15 de janeiro.

No trecho de serra, em Caraguatatuba, o motorista irá encontrar uma faixa suplementar para a descida, sinalizada por cones. A medida, segundo a Dersa, visa garantir em todo o trajeto duas faixas de rolamento e aumentar a capacidade de fluxo da rodovia. A suspensão das obras prometida pela Dersa agrada aos comerciantes e empresários do litoral norte, que dizem ter sofrido sérios prejuízos com o colapso registrado no último feriado prolongado.

"Os turistas não terão problemas ao descer para o litoral norte nas festas de fim de ano. Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião vivem em função da Tamoios e com a suspensão das obras quem vai ganhar é o turismo regional. Toda a região agradece ao governador Geraldo Alckmin", comemora o prefeito de Ilhabela, Antônio Luiz Colucci.

O motorista deverá ter cuidado no trecho de planalto, entre São José dos Campos e Paraibuna, pois, apesar da promessa da Dersa de suspender os trabalhos a partir desta hoje, existem entulhos em meio ao acostamento e por conta das obras, placas e sinalização de pista estão apagados, devido ao barro e à poeira. Alguns trechos estão sinalizados por cones, mas à noite, devido ao grande fluxo de veículos, alguns deles são derrubados pelos carros, e o local perde a sinalização. Há locais em que há desnível de acostamento, e o motorista, sem ter os cones para se basear, pode sofrer acidentes.

No trecho de serra, há riscos de deslizamentos de terra em caso de chuvas. Nos últimos 10 dias choveu bastante na serra, deixando o solo e as vegetações encharcadas. O trecho onde há maior incidência de quedas de barreiras fica no km 69, onde há houve deslizamento na semana passada. À noite, o motorista também deverá redobrar os cuidados com a neblina.

A Rodovia Oswaldo Cruz, que liga Taubaté a Ubatuba, tem boas condições de tráfego, mas motoristas devem ficar atentos no trecho de serra, onde há muita incidência de neblina. Em seus 9 quilômetros, há muitos curvas fechas em "V", o que exige do motorista cautela redobrada.

A Rodovia Rio-Santos (SP-55 / BR- 101), que corta os municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Bertioga, também apresenta boas condições de tráfego, mas com trechos sinuosos na Costa Sul de São Sebastião, e região sul de Caraguatatuba e Ubatuba. Entre Caraguatatuba e Ubatuba, não há sinalização no acostamento e à noite motorista fica sem saber se está trafegando na pista ou no acostamento. Em São Sebastião, na Costa Sul, há trechos com riscos de quedas de barreiras em caso de chuvas na serra entre Maresias e Boiçucanga. Ainda neste trecho, há riscos de quedas de árvores.

Em Ilhabela, que é cruzada de norte a sul pela SP-131, o turista também encontrará boas condições. Ela foi recentemente recapeada no lado sul, porém, todo o trecho não possui acostamento. Ônibus param no meio da via para pegar passageiros, o que exige cuidados redobrados dos motoristas.

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