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06 de Dezembro de 2013 - 11:43

Por Daniela Amorim - Agencia Estado

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai incorporar a partir de janeiro os dados da região metropolitana de Vitória (ES) e do município de Campo Grande (MS). No entanto, a prévia do indicador, o IPCA-15, permanecerá com os dados apenas das onze regiões já pesquisadas atualmente, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira, 6.

O instituto informou que um erro no banco de dados Sidra, no site do IBGE, fez com que aparecessem Mato Grosso do Sul e Espírito Santo como já integrantes do IPCA, embora não mostrasse os resultados de comportamento de preços para essas regiões em novembro.

"Em janeiro, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo vão ser incorporados ao sistema. E por erro, no Sidra, está aparecendo esses resultados do ES e MS, mas sem os números", explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. Os resultados das duas novas regiões serão incorporados no cálculo do indicador de janeiro, que será divulgado apenas em fevereiro.

Segundo Eulina, a decisão de não aumentar o número de regiões no IPCA-15 teve razão financeira. "O ideal é que se tenha uma informação a cada mês. Então, temporariamente, o IPCA-15 será só das onze regiões (já pesquisadas). Pode ser que no futuro a gente reveja isso, se tivermos recursos, porque temos que ter pessoas que recolham as informações e pessoas que analisem. Isso requer recursos, uma série de demandas", contou.

Segundo a coordenadora, a meta do instituto é a de que o IPCA cubra todas as regiões do País, mas ainda não há previsão para que isso ocorra. "A gente tem dificuldade muito grande, mas a meta é essa, e estamos entrando agora com mais essas duas regiões", disse.

A região metropolitana de Vitória terá um peso de 1,78% na formação do IPCA, enquanto o município de Campo Grande responderá por 1,51% do indicador. Para efeito de comparação, São Paulo responde por 30,67% do IPCA, Rio de Janeiro tem uma fatia de 12,06%, enquanto a participação de Brasília é de 2,80%.

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