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14 de Dezembro de 2013 - 10:01

Por ae - Agencia Estado

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O presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, realizou as primeiras conversas com líderes da oposição na sexta-feira depois de semanas de protestos em massa nas ruas, mas condenou de forma áspera o pacto de integração da União Europeia que está no centro das demandas de opositores.

Yanukovych se encontrou com alguns de seus rivais políticos para o que chamou de discussões de "mesa redonda nacional", voltadas para resolver a pior crise no país em quase uma década, desencadeada pela abrupta reviravolta sobre a assinatura do acordo com a UE em 21 de novembro.

O presidente ofereceu anistia para os que foram presos durante a revolta e prometeu uma moratória de uso da força, mas rejeitou as exigências da oposição de que ele renuncie ou convoque eleições antecipadas e adotou uma linha dura sobre o acordo da UE, chamando-o de "não só ruim, mas contra os interesses da Ucrânia".

Dois dias depois de prometer ao principal enviado da política externa da UE que iria assinar o acordo, Yanukovych disse que os funcionários que negociaram o pacto para Kiev seriam investigados "e responsabilizados". Ele afirmou ainda que o acordo não poderia ser assinado a menos que sejam alcançados novos termos, capazes de minimizar os aspectos que ele avalia terem impacto negativo sobre a economia da Ucrânia.

O presidente manobra entre a UE e a Rússia, enquanto procura a melhor maneira de salvar a economia ucraniana, prejudicada pela recessão.

A recusa de Yanukovych ao acordo com a UE levou dezenas de milhares de manifestantes às ruas da capital, onde montaram um acampamento na praça principal, cercado por barricadas improvisadas. A polícia atacou o local duas vezes, em esforços infrutíferos para expulsá-los.

Apoiadores de Yanukovych também chegaram à capital ucraniana, onde eram esperadas manifestações de massa de ambos os lados neste fim de semana. A atmosfera estava tensa: muitos temem que poderia haver confrontos.

Os EUA pediram que Yanukovych busque laços mais estreitos com a Europa e ajuda do FMI para recuperar as finanças e reformar a economia do país, dependente tanto da indústria pesada como da agricultura. Os senadores norte-americanos John McCain e Chris Murphy planejavam visitar Kiev neste fim de semana, disse o porta-voz de McCain. Fonte: Dow Jones Newswires.

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